| |
| |
Artigos |
+ Ansiedade e alcoolismo
|
A ansiedade não induz ao consumo exagerado de álcool. Pelo menos nos ratos estudados pelo pesquisador Reinaldo Takahashi, professor do Departamento de Farmacologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). |
| |
"O quadro de ansiedade envolve diversos fatores que devem ser estudados na relação com o álcool. Os dados obtidos mostraram que a relação entre o estado de tensão e o consumo não é tão direta quanto se supõe", disse em entrevista à Agência FAPESP. |
| |
Takahashi apresentou na 57ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Fortaleza, a conferência Existe uma relação entre beber álcool e transtornos de ansiedade? O que mostram os ratos.
|
| |
Para testar a hipótese de que a ansiedade levaria ao consumo de álcool, o pesquisador escolheu linhagens diferentes de ratos. Comparar o consumo entre machos e fêmeas e verificar a sensibilidade dos animais aos efeitos da bebida também foram objeto da pesquisa. |
| |
Mantidos em ambiente controlado e em gaiolas individuais, os animais tinham à disposição duas garrafas, uma com água e outra com uma mistura de água e etanol, em concentrações que variaram de 0,2% a 0,6%. Os pesquisadores mediram o consumo de álcool durante oito dias. |
| |
O chamado teste do campo aberto foi utilizado para verificar a ansiedade dos ratos. Trata-se de uma estrutura de um metro quadrado de área, com as laterais fechadas e a parte superior aberta. De acordo com o pesquisador, ratos ansiosos tendem a explorar a área pelas beiradas, colados às paredes, enquanto os animais corajosos ou sob efeito de ansiolítico passeiam livremente pelo meio do quadrado.
|
| |
A ansiedade inata dos ratos não pôde ser considerada fator primordial para o consumo de álcool, segundo Takahashi. Já o gênero, como mostram outros estudos, parece ser determinante para a auto-administração da bebida. As fêmeas de rato tendem a consumir mais álcool do que os machos.
|
|
|
| |
|
|
|
|
| |
|
|