Artigos

+ Bebibas alcoólicas: idade média da primeira dose já caiu para 10 anos

Os adolescentes atacam a garrafa

Nos últimos anos, diante do avanço de entorpecentes como maconha, cocaína e êxtase, muitos pais passaram a ver as bebedeiras dos filhos como um mal menor. Dizem que todo mundo fazia isso na juventude, e que "é melhor que consumir drogas". O raciocínio tem seu fundo de verdade. Mas não pode encobrir alguns equívocos. A iniciação etílica

Garçom

agora ocorre muito mais cedo, numa fase em que o organismo ainda está em formação. Isso faz de um pileque um desastre de proporções consideráveis.

 

Diversos estudos indicam que o álcool também serve de porta de entrada para outras drogas. Isso acontece porque, entre os jovens, mudou o jeito de se relacionar com a bebida. Os adolescentes de hoje atacam a garrafa seguindo o mesmo padrão de quem consome drogas ilícitas: a idéia é ingerir o máximo possível, no menor período de tempo, para curtir os efeitos pesados da bebida em poucos minutos. Não há a preocupação tradicional de beber devagar, saboreando, sempre com alguma comida no estômago, e perceber quando é a hora de dizer chega. Bebe-se para perder o controle, alterar a consciência, num exercício de risco - num esforço que pode transformar o álcool numa droga pesada.

 

O jurista espanhol Antonio Escohotado, autor do livro A História das Drogas, explica que esse padrão de consumo predominou em alguns períodos - como durante a Lei Seca, nos Estados Unidos, ou entre os moradores pobres da Inglaterra no século XIX, quando um decreto real proibiu a venda de gim, a bebida mais barata. Em todos os casos, as conseqüências foram aumento da criminalidade (mesmo aquela independente do tráfico da bebida) e problemas de saúde pública.

 

A geração que vive a adolescência hoje aprendeu a ficar estressada mais cedo. Sua carga horária, da escola aos cursos de línguas e à ginástica, é maior que nas décadas passadas. A pressão pelo desempenho escolar aumentou, a perspectiva do mercado de trabalho é de muita competição. Tensos, os jovens aprenderam a relaxar segundo o único modelo à vista - dos adultos, que além de beber admitem, até por honestidade, que usaram drogas na juventude, o que funciona como uma espécie de autorização branca. "Os pais estão mais ausentes, e tentam compensar dando liberdade e dinheiro", diz Fabiana Delbon, do Proad.

 

"Um menor pode comprar bebida alcoólica em praticamente qualquer bar do país, e ninguém faz nada sobre isso", reclama Ricardo Peres, endocrinologista do Hospital Albert Einstein. O alcoolismo precoce é um drama quase universal - e isso é uma pena. Como ensinam os entendidos, algumas bebidas alcoólicas proporcionam grandes prazeres na vida - como um copo de vinho borgonha à Coca do jantar, uma cerveja gelada na praia. Como tantas boas coisas da vida, o problema não está na substância, em si - mas no exagero e no descontrole.

 
Fonte: www.einstein.br/alcooledrogas
 
 
 
Veja Também
 
Tratamentos Tratamento Alcoolismo
 
Feminino Tratamento Feminino
 
Comorbidades Tratamento Comorbidades
 
Unidades Nossas Unidades
 
Mapa Como chegar
até a clínica
 
Contato Contate-nos
 
 
 
 
     
   
 
webmaster
 
     
 
Centro Paulista de Recuperação ®