| |
| |
Artigos |
+ 13% dos estudantes de 10 a 12 anos já usaram drogas
|
A última pesquisa desse tipo feita pelo órgão é de 1997 e abrangeu apenas dez capitais, com um universo de 15.503 alunos. A primeira é de 1987. Por isso, alguns dados das capitais que foram incluídas na série histórica de levantamentos não são comparáveis.
Os pesquisadores, porém, recomendam equiparar os novos dados com as informações de 1997 para que possam ser observadas as mudanças mais recentes.
|
| |
Com base nessa comparação, os coordenadores do estudo apontam uma tendência de aumento no consumo de solventes. Tanto que o Brasil, ao ser comparado com outros 25 países, figura em primeiro lugar no uso dessa substância. O segundo é a Grécia, com 15%, e o último é o Paraguai. |
| |
"Isso nos surpreendeu. Nos outros levantamentos, os solventes sempre foram os mais utilizados, mas vemos que o uso persiste", diz José Carlos Galduróz, um dos coordenadores da pesquisa.
Para o secretário nacional Antidrogas, Paulo Roberto Uchôa, reduzir o uso de solventes é um desafio porque eles não são proibidos. "Não temos como proibir a venda. Então, mais uma vez a solução passa pela educação e pela preparação dos jovens."
|
| |
Esporte e prevenção |
| |
Uma das 30 conclusões da pesquisa é: estão entre os alunos que nunca usaram drogas os que têm melhor relacionamento com os pais e os que praticam esportes. Além disso, os que já fizeram uso de drogas faltaram mais às aulas.
A pesquisa revela que há uma distribuição regular de alunos que utilizaram droga pelo menos uma vez na vida entre todas as classes sociais. "Portanto as campanhas não precisam se preocupar com determinados segmentos populacionais", diz o trabalho.
|
| |
Cigarro e tabaco |
| |
O levantamento mostra ainda que, das dez capitais pesquisadas nos dois últimos levantamentos, em nove houve redução do consumo de álcool pelo menos uma vez na vida. Apenas no Rio de Janeiro houve uma estabilização dos dados, assim mesmo com tendência de queda.
Galduróz diz que a queda pode ter sido influenciada pela redução, em sete capitais, do consumo de tabaco (cigarros, cigarrilhas) entre 1997 e 2004 pelos alunos da rede pública.
Para ele, essa queda pode ser reflexo das restrições à propaganda de cigarros.
No caso de bebidas alcoólicas, não há uma legislação tão rígida como a do cigarro. Para Uchôa, mais regras para a propaganda de bebida alcoólica podem ser uma das saídas. Uma câmara técnica foi criada para discutir o assunto.
|
| |
|
|
|
|
|
|
|
| |
|
|