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Artigos |
+ Uso de maconha e esquizofrenia
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Doses baixas de THC (princípio ativo da maconha) têm propriedades ansiolíticas e antidepressivas. No entanto, doses mais elevadas possuem efeitos inversos: são altamente sedativas e depressivas. Relatório britânico de 2002 listou os riscos à saúde pública associados com o uso da maconha: suicídio, comportamento sexual de risco, gravidez na adolescência e não desejadas aumentadas, doenças sexualmente transmissíveis, acidentes de trânsito, acidentes em geral, crimes violentos e em geral, custos da saúde aumentados, e problemas e doenças mentais. |
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O abuso do álcool e da maconha são atualmente os problemas mais freqüentemente encontrados em pessoas com diagnóstico de esquizofrenia.
Pesquisa publicada na Revista de Psiquiatria Clínica tratou quatro pontos relativos ao uso de maconha e esquizofrenia:
1) a base neurobiológica da psicose induzida, dos efeitos patogênicos do THC e das substâncias psicoativas contidas em produtos derivados da maconha.
2) pode o uso da maconha - e em comparação o abuso de álcool - prematuramente desencadear ou mesmo causar a esquizofrenia?
3) as pessoas geneticamente suscetíveis à esquizofrenia ou com propensão à psicose e jovens que ainda não completaram o processo de desenvolvimento do sistema nervoso central apresentam risco aumentado?
4) que conseqüências o uso da maconha tem na sintomatologia e no curso da esquizofrenia? |
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O estudo investigou uma amostra de 232 casos de pessoas admitidas em serviços de saúde mental em decorrência de um primeiro episódio de esquizofrenia. Os participantes apresentavam idade dentro da faixa etária de 12 a 59 anos, e 108 eram do sexo masculino e 124 do feminino. O grupo-controle foi constituído por 57 pessoas saudáveis, extraídas aleatoriamente do registro de população da cidade de Mannheim, Alemanha. |
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Os resultados mostraram que o risco para o uso de maconha por pessoas com diagnóstico de esquizofrenia é duas vezes maior do que por pessoas saudáveis. O uso de maconha pode prematuramente provocar o início da esquizofrenia - na média oito anos mais cedo do que nos não-usuários - e causar a doença, em parte pela interação com outros fatores que a predispõem. Jovens, com cérebros imaturos, e as pessoas com uma predisposição genética à esquizofrenia ou com uma disposição à psicose - definida por desde uma ocorrência ocasional de sintomas psicóticos moderados até aos graus mais severos - são mais vulneráveis aos efeitos THC. Por outro lado, o uso de maconha no curso da esquizofrenia aumenta sintomas positivos, ajudando a lidar com a disfunção em alguns casos. |
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A pesquisa chegou à conclusão de que o uso de maconha e álcool é mais prevalente entre pessoas com esquizofrenia do que entre pessoas saudáveis, e também mais prevalente entre este tipo de pacientes do que entre pessoas que apresentam diagnóstico para outros tipo de transtornos mentais.
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