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+ Pesquisa aborda prejuízos causados pelo uso de ecstasy
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Pesquisa do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo - USP mostra que, embora jovens tenham certo controle sobre quando vão tomar a pílula, muitos misturam ecstasy com outras drogas, o que pode ser fatal. |
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Devido à falta de dados sobre efeitos e padrões de consumo de ecstasy no Brasil, Stella Pereira de Almeida e Maria Teresa Araujo Silva, do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, decidiram investigar pessoas que usavam a droga com freqüência. As pesquisadoras entrevistaram mais de 50 usuários, que tinham, em média, 24 anos e pertenciam a famílias de classe média da capital paulista. A maioria dos jovens disse consumir ecstasy na companhia de várias pessoas, em locais de lazer noturno, sobretudo nas raves e discotecas. |
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Os entrevistados, que compravam ecstasy de amigos ou conhecidos, nesses mesmos lugares, atribuíam à droga efeitos positivos, como vontade de dançar, estimulação dos sentidos, relaxamento e sentimento de felicidade junto com as outras pessoas. "Uma informação importante é que a maioria dos jovens participantes tinha o hábito de tomar outras drogas enquanto o ecstasy ainda estava fazendo efeito. Entre essas drogas, maconha e tabaco eram as mais usadas, seguidas por LSD, álcool e cocaína, nessa ordem", afirmam as pesquisadoras em artigo publicado, em março de 2003, na Revista Brasileira de Psiquiatria. |
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"A maior parte dos usuários da cidade de São Paulo consome uma ou duas pílulas por episódio de uso, quando eles não têm qualquer atividade no dia seguinte (finais de semana ou feriados)", dizem Stella e Maria Teresa no artigo. Segundo as pesquisadoras, se os usuários são capazes de escolher o momento em que vão consumir a droga, isso indica que eles têm um certo grau de autocontrole, o que é compatível com o fato de existirem escassos registros de dependência de ecstasy.
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De qualquer forma, o uso de ecstasy, sobretudo em combinação com outras drogas, envolve riscos e pode produzir reações tóxicas. Usuários relataram ficar com a boca seca, apresentar aceleração dos batimentos cardíacos e ter sensações de frio e de calor alternadamente. Eles dizem também que, após 24 horas do consumo da droga, sentem náuseas, insônia e até depressão. "Entre as complicações físicas, hipertermia é a mais freqüente condição associada ao ecstasy, na qual os usuários podem atingir temperaturas corporais de 42ºC. As condições externas, normalmente, associadas ao uso de ecstasy, como intensa atividade física em um ambiente quente e falta de hidratação, marcadamente aumentam o risco de hipertermia que pode levar à morte", dizem as pesquisadoras no artigo.
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Outro perigo a que os usuários de ecstasy estão expostos é o desconhecimento da composição exata das pílulas que consomem. "Por todas essas razões, uma intervenção preventiva em relação ao consumo de ecstasy é justificada e, para que ela seja efetiva, é necessário levar em conta as características da população de usuários, seus padrões de uso e os efeitos atribuídos a isso", concluem Stella e Maria Teresa no artigo.
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