| |
| |
Artigos |
+ Sob o poder do ecstasy
|
O volume de apreensões de ecstasy pela Polícia Federal nos últimos anos mostra a escalada da droga no Brasil. O número de comprimidos apreendidos em 2001 era estatisticamente desprezível (1.900), mas em apenas três anos registrou um salto gigantesco: 81.900 unidades. Mesmo que em 2005 o total de apreensões tenha caído para 53.700 pílulas, nada indica que o problema esteja sob controle. Para a PF, isso pode ser resultado tanto do aumento da repressão ao crime como da utilização de novas rotas pelos traficantes.
|
| |
O representante do Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime para o Cone Sul, Giovanni Quaglia, diz que há uma mudança de perfil no mercado mundial de ecstasy. A droga parou de avançar nos principais centros produtores e consumidores – os países europeus e os Estados Unidos. Em contrapartida, novos mercados estão surgindo, principalmente nos países em desenvolvimento. "Nossa preocupação é que essa tendência continue e o Brasil vire um destino interessante, porque o mercado tradicional está saturado", diz Quaglia. |
 |
| |
As operações policiais feitas no Brasil para combater as drogas sintéticas mostram que jovens de classe média estão mergulhando de cabeça nesse mercado. Cerca de 90% dos presos nas operações têm esse perfil. São chamados de "traficantes playboys", pela polícia, ou street dealers (algo como "traficantes do asfalto"), por eles mesmos. Em 2002, a PF prendeu oito integrantes de uma quadrilha formada por jovens que levavam cocaína para a Europa e a Ásia e voltavam com drogas sintéticas. Parte do bando era formada por moradores de mansões de Brasília.
|
|
| |
|
| |
|
|
|
| |
|
|