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Artigos |
+ Retrato do alcoolismo
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Padrões e diferenças regionais |
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De acordo com Arthur Guerra de Andrade, é praticamente impossível fazer uma avaliação objetiva sobre o consumo de álcool sem um painel de informações de grandes dimensões. “O álcool é uma droga especial, porque é legalizada e de grande abrangência. O mundo lida com ele de uma forma confusa. Há grandes interesses comerciais envolvidos e, sem dados científicos, cada um tende a fazer as análises de acordo com seus interesses”, disse. |
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Segundo o professor da USP, com a falta de dados específicos para cada região, a Organização Mundial da Saúde (OMS) trata o consumo de álcool de maneira uniforme. “É como se houvesse um padrão único de consumo. Mas suspeitamos que o consumo de cerveja e cachaça, por exemplo, seja muito diferente. E que os impactos de cada bebida variem com o padrão de consumo em cada região. Mas não podemos fazer inferências românticas. Políticas públicas se fazem com dados científicos sólidos”, disse. |
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O pesquisador afirma que a América Latina precisa ser vista com atenção, uma vez que conta com um crescimento importante no consumo de álcool, mas não sabe se há um só padrão de consumo no continente.
“Desconfio que vamos encontrar padrões regionais do uso de substâncias alcoólicas, provavelmente não limitados à demarcação política dos territórios. No Brasil, deverá haver diferença entre padrões regionais”, disse. |
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