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+ Traumas e álcool

Nas estatísticas de saúde, o registro da causa de óbitos devido as doenças, são dados importantes para realizar trabalhos preventivos e curativos das doenças a mais freqüentes. São chamados de óbitos ou mortes por causas externas, os homicídios, os acidentes e as vítimas de trânsito.

 

O Brasil é recordista mundial de mortes por causas externas ou violências, nas estatísticas de 2005/2006. O Brasil gasta 10% do PIB com problemas de saúde provenientes da violência. São mais de R$ 15 bilhões por ano, sendo que apenas as vítimas de acidentes de trânsito consomem R$ 6 bilhões. As estatísticas sobre a violência mostram que a cada sessenta

Divã

minutos morrem seis pessoas em acidentes nas estradas, nas ruas ou nas avenidas brasileiras. São 50 mil mortes por ano. O mesmo tanto ou um pouco mais morrem por homicídios.

 

As estatísticas revelam que no Brasil, cerca de 30% de mortes por trauma são resultados de um atendimento ineficaz, quando em países desenvolvidos esse índice não ultrapassa os 2%.
Um grande complicador desses números está nas portas dos hospitais, que não conseguem atender à demanda que o Sistema Único de Saúde (SUS) necessita. Faltam vagas para as emergências e pessoal habilitado no tratamento imediato dos traumas. Mais do que no trânsito, os brasileiros são vítimas das armas de fogo, das facadas, das brigas, isto é, das chamadas violências interpessoais. No país, estas são as principais causas externas de morte, principalmente nas grandes metrópoles.

 

A principal causa de morte por trauma (28,1%) no Brasil são os homicídios, que atingem 27,8% dos óbitos. Os índices aumentam em regiões consideradas extremamente violentas, como em Recife (PE), onde os homicídios representam mais de 61% das mortes por causas externas. O próprio Ministério da Justiça divulgou que 50% dos homicídios cometidos no País, concentram-se em 27 municípios, a maioria capitais. H.C.Tien e colaboradores, médicos que trabalham no Pronto Socorro do Hospital da Universidade de Toronto, Canadá fizeram um estudo associando o nível de álcool no sangue (NAS) em pacientes que sofreram acidentes em geral, que causaram uma pancada na cabeça.

 

Examinaram 1158 pacientes atendidos, o nível (NAS)foi dividido em três graus: graus 0; sem álcool; grau 1 menos que 230 mg/dL, grau 2 acima de 230 mg/dL. Comparando com os óbitos do grau. 0s pacientes com pancada na cabeça grave mas tendo o (NAS); grau 1 - o óbito foi (27,9% dos pacientes; e no grau 2 - os óbitos foram 36,3%;P=0,008). Quando maior o nível de álcool no sangue maior a mortalidade dos acidentados com pancada na cabeça.

 
 
 
 
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